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A imagem ao lado diz muito. São mais de 90 decibéis com picos de 93, dentro do avião que no qual voamos ontem para NY, num vôo de pouco mais de 9 horas desde o Galeão. Após troca de avião, seguimos para Washington, onde acontece a reunião da American Cochlear Implant Alliance que vim participar. Viagens de longa distância envolvem estresse. Mudanças de fuso, aeroportos cheios, filas, pessoas cansadas e irritadas, mas possivelmente a pior agressão seja a exagerada poluição sonora ou o que chamamos de altos níveis de pressão sonora. A convivência frequente com esses barulhos constantes e altos demais pode causar diferentes efeitos nocivos em nós, como doenças cardíacas e psiquiátricas. Entretanto, na minha prática diária, a surdez é a consequência mais encontrada. Aos poucos vamos nos dando conta de como o barulho vai criando uma legião de surdos. Nem mesmo as crianças escapam, expostos ao exagerado volume dos fones de ouvido em celulares e players.
Sabemos atualmente que a chance de se desenvolver perda auditiva irreversível causada pelo ruído depende de 3 fatores: O volume (o nível de pressão sonora), o tempo de exposição e predisposição genética.
Quanto maior a pressão sonora, menor o tempo considerado seguro para a exposição.
Assim vale a lembrança para quem gosta ou precisa viajar de avião: Proteja-se!
Minha maneira preferida são os fones de ouvido com cancelamento ativo de ruído. Eles precisam de pilhas ou baterias recarregáveis para funcionar e valem-se de uma tecnologia relativamente simples: Captam o ruído ambiente e produzem uma onda sonora de inversa responsável pelo cancelamento. Além disso, oferecem a conveniência de se poder usar fone e microfone para assistir filmes, ouvir música ou fazer chamadas ao celular. Devido a tecnologia envolvida, sempre foram bem caros. Felizmente, atualmente há marcas e modelos bastante eficientes, por preços razoáveis, ao menos fora do Brasil. Ao lado segue a foto do que eu uso atualmente.

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Encontra-se facilmente na Amazon americana por cerca de 100 dólares. A única lembrança é: Nunca aumente o volume acima dos 50% do celular ou de qualquer outro dispositivo. Em geral esse é o nível considerado seguro. A segunda opção é bem mais barata e igualmente eficiente para proteger a audição, embora não permite ouvir música ou fazer chamadas no celular.

imageTrata-se de dos tampões expansíveis da foto. Algumas companhias os distribuem aos passageiros. De qualquer maneira vale a pela comprar e ter vários pares consigo, em casa e na bolsa. Eles podem diminuir a pressão sonora cerca de 20-30 dB. Partindo dos 90dB do meu voo dessa noite, o volume para os ouvidos cairia para 60dB!

Em tempos de preocupação crescente com os cuidados preventivos na saúde e expectativa de vida crescente, cuidar da audição de uma maneira tão simples não custa muito.