O colesteatoma é uma condição grave do ouvido que, se não tratada, pode causar destruição óssea progressiva, perda auditiva permanente e complicações sérias. Neste guia completo, o Dr. Luciano Moreira explica tudo o que você precisa saber sobre colesteatoma.
O Que É o Colesteatoma?
Colesteatoma é o acúmulo anormal de células epiteliais (pele) no ouvido médio. Embora não seja um tumor cancerígeno, comporta-se de forma agressiva, destruindo progressivamente as estruturas delicadas do ouvido — ossículos, labirinto e até as paredes do crânio.
Tipos de Colesteatoma
- Congênito: presente desde o nascimento, sem histórico de infecção ou perfuração do tímpano
- Adquirido primário: desenvolve-se a partir de uma bolsa de retração do tímpano, sem perfuração prévia
- Adquirido secundário: surge após perfuração do tímpano por otite crônica ou trauma
Sintomas do Colesteatoma
- Secreção persistente no ouvido (otorreia), frequentemente com mau cheiro
- Perda auditiva progressiva, geralmente unilateral
- Sensação de pressão ou dor no ouvido
- Nos casos avançados: tontura, zumbido, paralisia facial ou complicações intracranianas
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por otoscopia (exame do ouvido com otoscópio ou microscópio) e confirmado por tomografia computadorizada dos ossos temporais. A identificação precoce é fundamental para evitar a destruição das estruturas do ouvido e complicações graves como meningite e abscesso cerebral.
Tratamento: Sempre Cirúrgico
O tratamento do colesteatoma é sempre cirúrgico. Não existe tratamento clínico (medicamentoso) capaz de eliminar o colesteatoma. A cirurgia — timpanomastoidectomia — tem como objetivos:
- Remover completamente o colesteatoma e prevenir recidiva
- Preservar ou restaurar a audição (ossiculoplastia)
- Prevenir complicações graves (meningite, abscesso cerebral, paralisia facial)
Dependendo da extensão do colesteatoma, pode ser necessário mais de uma cirurgia (cirurgia em dois tempos) para confirmar a erradicação completa.
Colesteatoma em Crianças
Em crianças, o colesteatoma costuma ser mais agressivo e de crescimento mais rápido. Por isso, a indicação cirúrgica é ainda mais urgente nos pacientes pediátricos.
