Medicamentos ototóxicos que causam zumbido e perda auditiva

lista de medicamentos ototoxicos
Neste artigo você vai aprender:

A maior parte dos remédios não faz mal à audição. Um grupo específico de medicamentos ototóxicos causa surdez e zumbido no ouvido, e vale saber quais são.

Digite o nome do seu medicamento na busca abaixo. Você vê se ele tem risco para o ouvido, o tamanho desse risco e quão firme é a evidência por trás dessa informação. A busca funciona pelo nome genérico e pelo nome comercial.

Quais medicamentos ototóxicos causam surdez e zumbido no ouvido

Verificador OtoCheck: busque um medicamento ototóxico e veja o risco de perda auditiva ou zumbido e a força da evidência.

OtoCheck

Meu remédio pode afetar minha audição?

Busque um medicamento (nome genérico ou comercial) e veja o risco de perda auditiva ou zumbido, a reversibilidade e a força da evidência. Toque em cada remédio para abrir os detalhes.

54com risco/associação
147de baixo risco
17evidência consolidada

Ou navegue por nível de risco:
Principais
Crítico
Alto
Moderado
Baixo
Associação
Como ler os dois selos:

Gravidade (cor da borda): ???? Crítico · ??? Alto · ?? Moderado · ? Baixo · ? Associação. É o tamanho do dano possível.
Evidência (selo cinza): Consolidada · Moderada · Limitada · Relato isolado. É quão certos estamos de que o remédio é a causa.
Amicacina AmikacinAntibiótico (Aminoglicosídeo)

???? Crítico
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Risco genético MT-RNR1. Predominantemente cocleotóxico.
Mecanismo: Destruição preferencial de células ciliadas da cóclea.
Potencializam: Furosemida, Vancomicina, Cisplatina

Nomes comerciais:

Brasil: Amicacina, Amikin, NovaminEUA: Amikin, ArikayceFrança: AmiklinAlemanha: Amikin, BiklinEspanha: AmikacinaItália: Amikacina, Likacin
Canamicina KanamycinAntibiótico (Aminoglicosídeo)

???? Crítico
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Usado em TB resistente. Alta cocleotoxicidade.
Mecanismo: Destruição de células ciliadas cocleares por mecanismo de aminoglicosídeos.
Potencializam: Furosemida, Outros aminoglicosídeos

Nomes comerciais:

Brasil: Canamicina, KantrexEUA: KantrexFrança: KanamycineAlemanha: KanamycinEspanha: KanamicinaItália: Kanamicina
Cisplatina CisplatinAntineoplásico (Platina)

???? Crítico
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Coclear (Alta Freq.)
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Risco máximo em crianças. Monitorar audiometria antes, durante e após tratamento.
Mecanismo: Gera espécies reativas de oxigênio (ROS) que destroem células ciliadas externas, começando pela base da cóclea (frequências altas).
Potencializam: Aminoglicosídeos, Furosemida, Radioterapia craniana

Nomes comerciais:

Brasil: Cisplatina, Platistine, Tecnoplatin, FauldcisplaEUA: Platinol, Platinol-AQFrança: Cisplatine, CisplatylAlemanha: Cisplatin, PlatinexEspanha: Cisplatino, NeoplatinItália: Cisplatino, Platamine
Estreptomicina StreptomycinAntibiótico (Aminoglicosídeo)

???? Crítico
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Vestibular
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Tratamento de tuberculose. Predominantemente vestibulotóxico.
Mecanismo: Dano preferencial ao sistema vestibular – vertigem e desequilíbrio permanentes.
Potencializam: Outros aminoglicosídeos, Furosemida

Nomes comerciais:

Brasil: EstreptomicinaEUA: StreptomycinFrança: StreptomycineAlemanha: StreptomycinEspanha: EstreptomicinaItália: Streptomicina
Gentamicina GentamicinAntibiótico (Aminoglicosídeo)

???? Crítico
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Vestibular > Coclear
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Mutação MT-RNR1: risco de surdez profunda com dose única. Teste genético recomendado.
Mecanismo: Acúmulo na perilinfa e endolinfa, destruição de células ciliadas por apoptose. Mais vestibulotóxica.
Potencializam: Furosemida, Vancomicina, Cisplatina

Nomes comerciais:

Brasil: Gentamicina, Garamicina, Gentamax, GentamicolEUA: Garamycin, Gentak, GenopticFrança: Gentamicine, GentallineAlemanha: Gentamicin, RefobacinEspanha: Gentamicina, GevramycinItália: Gentamicina, Gentalyn
Neomicina NeomycinAntibiótico (Aminoglicosídeo)

???? Crítico
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: TÓXICO MESMO TÓPICO se membrana timpânica perfurada. Contraindicado em ouvido médio.
Mecanismo: Altíssima toxicidade coclear – evitar uso sistêmico e em ouvido médio.
Potencializam: Qualquer uso sistêmico

Nomes comerciais:

Brasil: Neomicina, Nebacetin, NeosporinEUA: Neosporin, Neo-FradinFrança: NéomycineAlemanha: NeomycinEspanha: NeomicinaItália: Neomicina
Teprotumumab TeprotumumabBiológico (Anti-IGF-1R)

???? Crítico
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear/Zumbido
Reversibilidade: Mista/Potencialmente irreversível
Nota clínica: MONITORAR AUDIOMETRIA antes, durante e após. Alta incidência de ototoxicidade.
Mecanismo: Inibição do receptor IGF-1R afeta células da cóclea. Mecanismo em estudo.

Nomes comerciais:

Brasil: Teprotumumab, TepezzaEUA: TepezzaFrança: TepezzaAlemanha: TepezzaEspanha: TepezzaItália: Tepezza
Tobramicina TobramycinAntibiótico (Aminoglicosídeo)

???? Crítico
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Coclear/Vestibular
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Mesmas mutações MT-RNR1 da gentamicina. Cuidado em fibrose cística.
Mecanismo: Mesmo mecanismo dos aminoglicosídeos – toxicidade mitocondrial.
Potencializam: Furosemida, Vancomicina

Nomes comerciais:

Brasil: Tobramicina, Tobrex, Tobra, TobiEUA: Tobrex, Nebcin, Bethkis, TOBIFrança: Tobrex, NebcineAlemanha: Tobrex, GernebcinEspanha: Tobrex, TobradexItália: Tobrex
Ácido Etacrínico Ethacrynic AcidDiurético de Alça

??? Alto
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Reversível (mas maior risco de permanência)
Nota clínica: Historicamente MAIS TÓXICO que furosemida. Evitar se possível.
Mecanismo: Mais tóxico para estria vascular que outros diuréticos de alça.
Potencializam: Aminoglicosídeos

Nomes comerciais:

Brasil: Ácido Etacrínico, EdecrinEUA: EdecrinFrança: EdécrineAlemanha: HydromedinEspanha: EdecrinItália: Reomax
Anfotericina B Amphotericin BAntifúngico (Polieno)

??? Alto
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Antifúngico sistêmico. Ototoxicidade documentada em tratamentos prolongados.
Mecanismo: Liga-se a ergosterol, mas também afeta células mamíferas incluindo as ciliadas.
Potencializam: Aminoglicosídeos, Ciclosporina

Nomes comerciais:

Brasil: Anfotericina B, Fungizone, AmBisomeEUA: Fungizone, AmBisome, AbelcetFrança: Fungizone, AmBisomeAlemanha: Amphotericin B, AmBisomeEspanha: Anfotericina BItália: Anfotericina B, AmBisome
Bleomicina BleomycinAntineoplásico (Antibiótico)

??? Alto
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Usado em protocolos de linfoma e tumores germinativos.
Mecanismo: Induz quebras no DNA e estresse oxidativo nas células ciliadas.
Potencializam: Cisplatina

Nomes comerciais:

Brasil: Bleomicina, BlenoxaneEUA: BlenoxaneFrança: BléomycineAlemanha: BleomycinEspanha: BleomicinaItália: Bleomicina
Bumetanida BumetanideDiurético de Alça

??? Alto
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Perfil de ototoxicidade similar à furosemida.
Mecanismo: Mesmo mecanismo da furosemida – inibição do co-transportador Na-K-2Cl na estria vascular.
Potencializam: Aminoglicosídeos, Cisplatina

Nomes comerciais:

Brasil: Bumetanida, BurinaxEUA: BumexFrança: BurinexAlemanha: BurinexEspanha: FordiuranItália: Burinex
Capreomicina CapreomycinAntibiótico (Peptídico)

??? Alto
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear/Vestibular
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Usado em TB resistente. Ototoxicidade significativa.
Mecanismo: Similar aos aminoglicosídeos – dano às células ciliadas.
Potencializam: Aminoglicosídeos, Furosemida

Nomes comerciais:

Brasil: Capreomicina, CapastatEUA: CapastatFrança: CapréomycineAlemanha: CapreomycinEspanha: CapreomicinaItália: Capreomicina
Carboplatina CarboplatinAntineoplásico (Platina)

??? Alto
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Dose-dependente. Menos ototóxico que cisplatina, mas ainda significativo.
Mecanismo: Mecanismo similar à cisplatina, porém com menor penetração coclear.
Potencializam: Aminoglicosídeos, Radioterapia

Nomes comerciais:

Brasil: Carboplatina, Paraplatin, TecnocarbEUA: ParaplatinFrança: Carboplatine, ParaplatineAlemanha: CarboplatinEspanha: CarboplatinoItália: Carboplatino
Docetaxel DocetaxelAntineoplásico (Taxano)

??? Alto
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Parcialmente irreversível
Nota clínica: Perfil similar ao paclitaxel.
Mecanismo: Mesmo mecanismo do paclitaxel.
Potencializam: Platinas

Nomes comerciais:

Brasil: Docetaxel, TaxotereEUA: Taxotere, DocefrezFrança: TaxotèreAlemanha: TaxotereEspanha: TaxotereItália: Taxotere
Furosemida FurosemideDiurético de Alça

??? Alto
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Geralmente reversível (permanente se IV rápido ou IR)
Nota clínica: Risco alto com infusão IV rápida (>25mg/min). Pode ser PERMANENTE se IR ou IV rápido.
Mecanismo: Altera potencial endococlear na estria vascular, afetando a homeostase iônica da endolinfa.
Potencializam: Aminoglicosídeos, Cisplatina, Vancomicina

Nomes comerciais:

Brasil: Furosemida, Lasix, Neosemid, FurosenEUA: Lasix, FuroscixFrança: Lasilix, FurosémideAlemanha: Lasix, Furosemid, FuroreseEspanha: Seguril, FurosemidaItália: Lasix, Furosemide
Mostarda Nitrogenada Nitrogen MustardAntineoplásico (Alquilante)

??? Alto
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Uso histórico, pouco utilizado atualmente. Mecloretamina.
Mecanismo: Alquilação do DNA com dano celular permanente.
Potencializam: Outros alquilantes

Nomes comerciais:

Brasil: Mecloretamina, MustargenEUA: MustargenFrança: CaryolysineAlemanha: MustargenEspanha: MecloretaminaItália: Mecloretamina
Netilmicina NetilmicinAntibiótico (Aminoglicosídeo)

??? Alto
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Coclear/Vestibular
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Menor toxicidade relativa entre aminoglicosídeos, mas ainda significativa.
Mecanismo: Mesmo mecanismo, porém com melhor perfil de segurança que outros aminoglicosídeos.
Potencializam: Furosemida

Nomes comerciais:

Brasil: Netilmicina, NetromicinaEUA: NetromycinFrança: NétilmicineAlemanha: NetilmicinEspanha: NetilmicinaItália: Netilmicina
Oxaliplatina OxaliplatinAntineoplásico (Platina)

??? Alto
Evidência: Moderada
Dano predominante: Neuro/Coclear
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Menor ototoxicidade que cisplatina. Neurotoxicidade periférica mais comum.
Mecanismo: Dano coclear e neural por estresse oxidativo.
Potencializam: Outros agentes neurotóxicos

Nomes comerciais:

Brasil: Oxaliplatina, EloxatinEUA: EloxatinFrança: Eloxatine, OxaliplatineAlemanha: EloxatinEspanha: EloxatinItália: Eloxatin
Paclitaxel PaclitaxelAntineoplásico (Taxano)

??? Alto
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Parcialmente irreversível
Nota clínica: Ototoxicidade documentada, especialmente em combinação com platinas.
Mecanismo: Estabiliza microtúbulos anormalmente, causando disfunção celular.
Potencializam: Cisplatina, Carboplatina

Nomes comerciais:

Brasil: Paclitaxel, Taxol, AbraxaneEUA: Taxol, Abraxane, OnxolFrança: Taxol, PaxeneAlemanha: TaxolEspanha: TaxolItália: Taxol
Polimixina B Polymyxin BAntibiótico (Polipeptídeo)

??? Alto
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear/Vestibular
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Evitar aplicação tópica em ouvido médio se perfuração. Uso sistêmico muito tóxico.
Mecanismo: Dano direto à membrana celular das células ciliadas.
Potencializam: Aminoglicosídeos

Nomes comerciais:

Brasil: Polimixina B, OtosporinEUA: Poly-Rx, NeosporinFrança: Polymyxine BAlemanha: Polymyxin BEspanha: Polimixina BItália: Polimixina B
Vinblastina VinblastineAntineoplásico (Alcaloide da Vinca)

??? Alto
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Similar à vincristina.
Mecanismo: Disrupção de microtúbulos com efeito tóxico coclear.
Potencializam: Platinas

Nomes comerciais:

Brasil: Vinblastina, VelbanEUA: VelbanFrança: VelbéAlemanha: VinblastinEspanha: VinblastinaItália: Vinblastina
Vincristina VincristineAntineoplásico (Alcaloide da Vinca)

??? Alto
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Irreversível
Nota clínica: Sinergia com platinas. Monitorar em protocolos combinados.
Mecanismo: Inibe função dos microtúbulos, afetando transporte axonal nas células ciliadas.
Potencializam: Cisplatina, Carboplatina

Nomes comerciais:

Brasil: Vincristina, OncovinEUA: Oncovin, VincasarFrança: OncovinAlemanha: VincristinEspanha: VincristinaItália: Vincristina
Ácido Acetilsalicílico AspirinAINE / Salicilato

?? Moderado
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Zumbido/Perda
Reversibilidade: Reversível (24-72h após suspensão)
Nota clínica: Doses altas (>2g/dia) causam zumbido e perda auditiva reversível.
Mecanismo: Altera fluxo sanguíneo coclear e afeta função das células ciliadas externas.

Nomes comerciais:

Brasil: AAS, Aspirina, Bufferin, Melhoral, SomalginEUA: Bayer Aspirin, Bufferin, EcotrinFrança: Aspirine, Aspégic, KardégicAlemanha: Aspirin, ASSEspanha: Aspirina, AAS, AdiroItália: Aspirina, Vivin C, Cardioaspirin
Cloroquina ChloroquineAntimalárico/Imunomodulador

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Parcialmente irreversível
Nota clínica: Uso crônico (>5 anos) aumenta risco. Monitorar audiometria.
Mecanismo: Acúmulo em tecidos com melanina, incluindo ouvido interno.
Potencializam: Aminoglicosídeos

Nomes comerciais:

Brasil: Cloroquina, AralenEUA: AralenFrança: NivaquineAlemanha: ResochinEspanha: ResochinItália: Clorochina
Desferroxamina DeferoxamineQuelante de Ferro

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Neuro/Coclear
Reversibilidade: Parcialmente reversível
Nota clínica: Monitorar audiometria em tratamentos prolongados. Dose-dependente.
Mecanismo: Quelação de ferro pode afetar metabolismo das células ciliadas.
Potencializam: Vitamina C em altas doses

Nomes comerciais:

Brasil: Desferroxamina, DesferalEUA: DesferalFrança: DesféralAlemanha: DesferalEspanha: DesferinItália: Desferal
Eritromicina ErythromycinAntibiótico (Macrolídeo)

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear/Zumbido
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Risco com doses IV altas (>4g/dia). Perda auditiva geralmente reversível.
Mecanismo: Efeito tóxico direto em altas concentrações séricas.
Potencializam: Outras drogas ototóxicas

Nomes comerciais:

Brasil: Eritromicina, Ilosone, Pantomicina, EritrexEUA: E-Mycin, Eryc, Erythrocin, PCEFrança: Érythromycine, Érythrocine, AbboticineAlemanha: Erythromycin, InfectomycinEspanha: Eritromicina, PantomicinaItália: Eritromicina, Eritrocina
Hidroxicloroquina HydroxychloroquineAntimalárico/Imunomodulador

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Parcialmente irreversível
Nota clínica: Menor risco que cloroquina. Monitorar em uso prolongado para AR e LES.
Mecanismo: Similar à cloroquina, porém com menor toxicidade.

Nomes comerciais:

Brasil: Hidroxicloroquina, Plaquinol, ReuquinolEUA: PlaquenilFrança: PlaquenilAlemanha: QuensylEspanha: DolquineItália: Plaquenil
Ifosfamida IfosfamideAntineoplásico (Alquilante)

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Parcialmente irreversível
Nota clínica: Ototoxicidade relatada, sobretudo em combinação com platinas. Monitorar audiometria em esquemas combinados.
Mecanismo: Estresse oxidativo coclear, potencializado quando associado a platinas.
Potencializam: Cisplatina, Carboplatina

Nomes comerciais:

Brasil: Ifosfamida, HoloxaneEUA: Ifex
Interferon (Alfa/Beta) InterferonImunomodulador

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Neuro/Coclear
Reversibilidade: Parcialmente irreversível
Nota clínica: Perda auditiva neurossensorial relatada. Mecanismo neurotóxico.
Mecanismo: Efeitos neurotóxicos diretos e possível mecanismo autoimune.

Nomes comerciais:

Brasil: Interferon alfa, Intron A, Roferon, Rebif, AvonexEUA: Intron A, Roferon-A, Rebif, Avonex, BetaseronFrança: Introna, Roféron, RebifAlemanha: Intron A, Roferon, RebifEspanha: Intron A, RebifItália: Intron A, Rebif
Mefloquina MefloquineAntimalárico

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Zumbido/Vertigem
Reversibilidade: Geralmente reversível
Nota clínica: Zumbido, vertigem e distúrbios do equilíbrio bem documentados, sobretudo na profilaxia de viajantes. Geralmente reverte após suspensão.
Mecanismo: Efeitos neuro-otológicos; disfunção vestibular e coclear temporária.
Potencializam: Quinino, Cloroquina

Nomes comerciais:

Brasil: Mefloquina, Lariam, MephaquinEUA: Lariam
Metotrexato MethotrexateAntineoplásico (Antimetabólito)

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Ototoxicidade rara. Mais comum em doses altas intratecais.
Mecanismo: Inibe síntese de folato, afetando metabolismo celular coclear.
Potencializam: AINEs (aumentam toxicidade)

Nomes comerciais:

Brasil: Metotrexato, TrexallEUA: Trexall, Rheumatrex, OtrexupFrança: Méthotrexate, NovatrexAlemanha: MethotrexatEspanha: MetotrexatoItália: Methotrexate
Nivolumabe NivolumabImunoterápico (Anti-PD-1)

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Autoimune
Reversibilidade: Reversível com corticoide
Nota clínica: Mesmo perfil do pembrolizumabe. Perda auditiva imunomediada.
Mecanismo: Ativação imune com potencial inflamação coclear autoimune.
Potencializam: Outros ICI

Nomes comerciais:

Brasil: Nivolumabe, OpdivoEUA: OpdivoFrança: OpdivoAlemanha: OpdivoEspanha: OpdivoItália: Opdivo
Paromomicina ParomomycinAntibiótico (Aminoglicosídeo)

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Irreversível (quando ocorre)
Nota clínica: Aminoglicosídeo de uso oral (baixa absorção sistêmica), o que reduz o risco. Porém compartilha o mecanismo tóxico da classe e a vulnerabilidade ao gene MT-RNR1.
Mecanismo: Mesmo mecanismo dos aminoglicosídeos; risco menor pela baixa absorção oral, mas real em uso prolongado ou absorção aumentada.
Potencializam: Outros aminoglicosídeos, Furosemida

Nomes comerciais:

Brasil: Paromomicina, HumatinEUA: Humatin
Pembrolizumabe PembrolizumabImunoterápico (Anti-PD-1)

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Autoimune
Reversibilidade: Reversível com corticoide
Nota clínica: Perda auditiva imunomediada. TRATAR COMO DOENÇA AUTOIMUNE com corticoide.
Mecanismo: Ativação imune pode causar inflamação autoimune da cóclea.
Potencializam: Outros ICI

Nomes comerciais:

Brasil: Pembrolizumabe, KeytrudaEUA: KeytrudaFrança: KeytrudaAlemanha: KeytrudaEspanha: KeytrudaItália: Keytruda
Quinidina QuinidineAntiarrítmico

?? Moderado
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Zumbido/Perda
Reversibilidade: Geralmente reversível
Nota clínica: Mesmo grupo do quinino (cinchonismo): zumbido e perda auditiva dose-dependentes, em geral reversíveis. Cautela em doses altas ou insuficiência renal.
Mecanismo: Cinchonismo: interfere no fluxo iônico coclear; efeito dose-dependente e geralmente reversível.
Potencializam: Quinino

Nomes comerciais:

Brasil: QuinidinaEUA: Quinidex, Quinaglute
Quinino QuinineAntimalárico

?? Moderado
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Zumbido/Perda
Reversibilidade: Geralmente reversível
Nota clínica: Cinchonismo: zumbido, perda auditiva, vertigem, cefaleia.
Mecanismo: Vasoconstrição coclear e efeito direto nas células ciliadas.
Potencializam: Mefloquina

Nomes comerciais:

Brasil: Quinino, QuininaEUA: QualaquinFrança: Quinine, QuinimaxAlemanha: Chinin, LimptarEspanha: QuininaItália: Chinino
Torasemida TorsemideDiurético de Alça

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Considerado ter menor ototoxicidade entre os diuréticos de alça.
Mecanismo: Mesmo mecanismo, porém menor penetração na estria vascular.
Potencializam: Aminoglicosídeos

Nomes comerciais:

Brasil: TorasemidaEUA: Demadex, SoaanzFrança: TorémifèneAlemanha: Torasemid, ToremEspanha: Dilutol, SutrilItália: Torasemide
Vancomicina VancomycinAntibiótico (Glicopeptídeo)

?? Moderado
Evidência: Moderada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Geralmente reversível
Nota clínica: Risco alto se associado a Furosemida ou Aminoglicosídeos. Monitorar níveis séricos.
Mecanismo: Ototoxicidade potenciada por diuréticos de alça e aminoglicosídeos.
Potencializam: Furosemida, Aminoglicosídeos

Nomes comerciais:

Brasil: Vancomicina, Vancocina, VancoledEUA: Vancocin, FirvanqFrança: VancomycineAlemanha: VancomycinEspanha: VancomicinaItália: Vancomicina
Azitromicina AzithromycinAntibiótico (Macrolídeo)

? Baixo
Evidência: Limitada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Risco baixo. Casos raros relatados, principalmente com uso prolongado.
Mecanismo: Mecanismo não totalmente elucidado. Ototoxicidade rara.

Nomes comerciais:

Brasil: Azitromicina, Zitromax, Astro, Azi, AzitrominEUA: Zithromax, Z-Pack, ZmaxFrança: Zithromax, AzadoseAlemanha: Zithromax, AzithromycinEspanha: Zitromax, VinzamItália: Zitromax, Ribotrex
Cetorolaco KetorolacAINE

? Baixo
Evidência: Moderada
Dano predominante: Zumbido
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Zumbido transitório.
Mecanismo: Potente inibidor de COX.

Nomes comerciais:

Brasil: Cetorolaco, Toragesic, ToradolEUA: Toradol, SprixFrança: ToradolAlemanha: KetorolacEspanha: Toradol, DroalItália: Toradol, Lixidol
Claritromicina ClarithromycinAntibiótico (Macrolídeo)

? Baixo
Evidência: Limitada
Dano predominante: Coclear
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Risco baixo, similar à azitromicina.
Mecanismo: Similar aos outros macrolídeos.

Nomes comerciais:

Brasil: Claritromicina, Klaricid, ClaritrinEUA: Biaxin, Biaxin XLFrança: Zeclar, NaxyAlemanha: KlacidEspanha: Klacid, KlaricidItália: Klacid, Macladin
Diclofenaco DiclofenacAINE

? Baixo
Evidência: Moderada
Dano predominante: Zumbido
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Zumbido ocasional.
Mecanismo: Inibição de COX.

Nomes comerciais:

Brasil: Diclofenaco, Voltaren, Cataflan, Biofenac, ArtrenEUA: Voltaren, Cataflam, Zipsor, CambiaFrança: Voltarène, FlectorAlemanha: Voltaren, DiclofenacEspanha: Voltaren, DiclofenacoItália: Voltaren, Dicloreum
Ibuprofeno IbuprofenAINE

? Baixo
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Zumbido
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Zumbido transitório em doses elevadas. Raro.
Mecanismo: Inibição de prostaglandinas cocleares.

Nomes comerciais:

Brasil: Ibuprofeno, Advil, Alivium, Motrin, IbuprilEUA: Advil, Motrin, NuprinFrança: Advil, Nurofen, BrufenAlemanha: Ibuprofen, Nurofen, DolorminEspanha: Ibuprofeno, Neobrufen, EspidifenItália: Brufen, Moment, Nurofen
Indometacina IndomethacinAINE

? Baixo
Evidência: Moderada
Dano predominante: Zumbido/Perda
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Pode causar zumbido e perda auditiva em uso prolongado.
Mecanismo: Inibição potente de COX.

Nomes comerciais:

Brasil: Indometacina, IndocidEUA: Indocin, TivorbexFrança: Indocid, Chrono-IndocidAlemanha: Indometacin, Indo-CTEspanha: Indomethacin, IndocidItália: Indometacina, Liometacen
Minociclina MinocyclineAntibiótico (Tetraciclina)

? Baixo
Evidência: Moderada
Dano predominante: Vestibular
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Tontura e vertigem são efeitos colaterais comuns, especialmente em mulheres.
Mecanismo: Afeta função vestibular, causando vertigem dose-dependente.

Nomes comerciais:

Brasil: Minociclina, MinomaxEUA: Minocin, Dynacin, SolodynFrança: Minocine, MestacineAlemanha: Minocyclin, SkidEspanha: MinocinItália: Minocin
Naproxeno NaproxenAINE

? Baixo
Evidência: Consolidada
Dano predominante: Zumbido
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Zumbido ocasional em doses elevadas.
Mecanismo: Inibição de prostaglandinas.

Nomes comerciais:

Brasil: Naproxeno, Flanax, Naprosyn, NaprofenEUA: Aleve, Naprosyn, Anaprox, NaprelanFrança: Apranax, NaprosyneAlemanha: Naproxen, DolorminEspanha: Naproxeno, AntalginItália: Naprosyn, Momendol, Synflex
Piroxicam PiroxicamAINE

? Baixo
Evidência: Moderada
Dano predominante: Zumbido
Reversibilidade: Reversível
Nota clínica: Zumbido ocasional.
Mecanismo: Inibição de prostaglandinas.

Nomes comerciais:

Brasil: Piroxicam, Feldene, InflameneEUA: FeldeneFrança: Feldène, BrexinAlemanha: Piroxicam, FeldenEspanha: Feldene, PiroxicamItália: Feldene, Brexidol
Sildenafila SildenafilInibidor de PDE5

? Baixo
Evidência: Limitada
Dano predominante: Perda Súbita
Reversibilidade: Incerto (pode ser permanente)
Nota clínica: Evento RARO. Casos de SSNHL (perda súbita) relatados ao FDA.
Mecanismo: Possível alteração do fluxo sanguíneo coclear. Mecanismo não confirmado.

Nomes comerciais:

Brasil: Sildenafila, Viagra, Pramil, Helleva, ErectalisEUA: Viagra, RevatioFrança: ViagraAlemanha: ViagraEspanha: ViagraItália: Viagra
Tadalafila TadalafilInibidor de PDE5

? Baixo
Evidência: Limitada
Dano predominante: Perda Súbita
Reversibilidade: Incerto (pode ser permanente)
Nota clínica: Evento RARO. Mesmo perfil do sildenafil.
Mecanismo: Semelhante ao sildenafil.

Nomes comerciais:

Brasil: Tadalafila, Cialis, Tadalaila, ErectalisEUA: Cialis, AdcircaFrança: CialisAlemanha: CialisEspanha: CialisItália: Cialis
Vardenafila VardenafilInibidor de PDE5

? Baixo
Evidência: Limitada
Dano predominante: Perda Súbita
Reversibilidade: Incerto (pode ser permanente)
Nota clínica: Mesma classe de sildenafila/tadalafila. Relatos raros de perda auditiva súbita; causalidade incerta. Procurar atendimento se surgir perda súbita ou zumbido intenso.
Mecanismo: Alteração vascular/iônica coclear proposta; associação com perda súbita não estabelecida como causal.
Potencializam: Sildenafila, Tadalafila

Nomes comerciais:

Brasil: Vardenafila, LevitraEUA: Levitra, Staxyn
Antidepressivos ISRS/IRSN (classe) SSRI/SNRIAntidepressivo (ISRS/IRSN)

? Associação
Evidência: Limitada
Dano predominante: Zumbido (associação de classe)
Reversibilidade: Incerto
Nota clínica: Vale para a CLASSE. Zumbido é relatado em bula e há relatos isolados de perda auditiva; costuma ser reversível ao suspender. Causalidade individual incerta — não interromper antidepressivo por conta própria.
Mecanismo: Associação observada em estudos epidemiológicos; relação causal individual não estabelecida. Efeito, quando existe, é de classe — não de uma molécula específica.

Nomes comerciais:

Brasil: Sertralina, Escitalopram, Paroxetina, Fluoxetina, Venlafaxina, Duloxetina, Zoloft, LexaproEUA: Zoloft, Lexapro, Paxil, Effexor
Betabloqueadores (classe) Beta-blockersBetabloqueador

? Associação
Evidência: Limitada
Dano predominante: Perda (associação de classe)
Reversibilidade: Incerto
Nota clínica: Vale para a CLASSE. Associação fraca em estudos observacionais; evidência limitada. Não suspender anti-hipertensivo por medo do ouvido.
Mecanismo: Associação observada em estudos epidemiológicos; relação causal individual não estabelecida. Efeito, quando existe, é de classe — não de uma molécula específica.

Nomes comerciais:

Brasil: Carvedilol, Atenolol, Propranolol, Metoprolol, BisoprololEUA: Coreg, Tenormin, Inderal, Lopressor
Inibidores da Bomba de Prótons (classe) Proton Pump InhibitorsInibidor de Bomba de Prótons

? Associação
Evidência: Limitada
Dano predominante: Perda (associação de classe)
Reversibilidade: Incerto
Nota clínica: Vale para a CLASSE (omeprazol, pantoprazol, esomeprazol, lansoprazol). Estudos observacionais associam uso prolongado a perda auditiva; causalidade não comprovada. Não há motivo para trocar de um IBP para outro por medo do ouvido.
Mecanismo: Associação observada em estudos epidemiológicos; relação causal individual não estabelecida. Efeito, quando existe, é de classe — não de uma molécula específica.

Nomes comerciais:

Brasil: Omeprazol, Pantoprazol, Esomeprazol, Lansoprazol, Rabeprazol, Losec, Pariet, NexiumEUA: Prilosec, Nexium, Protonix

Nenhum medicamento encontrado com esse nome. Isso não significa que ele é seguro — significa que ainda não está na nossa base. Na dúvida, fale com seu médico.

Medicamentos de uso comum e baixo risco auditivo

Remédios de uso frequente sem sinal relevante de ototoxicidade na literatura. Presença aqui tranquiliza, mas não substitui avaliação individual.

AmoxicilinaPenicilinaCefalexinaCeftriaxonaCefuroximaCiprofloxacinoLevofloxacinoMetronidazolSulfametoxazol + TrimetoprimaDoxiciclinaClindamicinaLosartanaEnalaprilCaptoprilLisinoprilAnlodipinoHidroclorotiazidaValsartanaRamiprilMetforminaGlibenclamidaGlimepiridaSitagliptinaEmpagliflozinaDapagliflozinaLiraglutidaInsulinaSinvastatinaAtorvastatinaRosuvastatinaPravastatinaEzetimibaVarfarinaRivaroxabanaApixabanaAAS baixa doseClopidogrelBupropionaMirtazapinaTrazodonaAlprazolamClonazepamDiazepamLorazepamZolpidemCarbamazepinaValproatoLamotriginaLevetiracetamTopiramatoGabapentinaPregabalinaFenitoínaPrednisonaPrednisolonaDexametasonaHidrocortisonaMetilprednisolonaBetametasonaLoratadinaCetirizinaFexofenadinaDesloratadinaDifenidraminaHidroxizinaRanitidinaFamotidinaDomperidonaMetoclopramidaOndansetronaLoperamidaSimeticonaSalbutamolFormoterolSalmeterolBudesonidaFluticasonaMontelucasteBrometo de IpratrópioBrometo de TiotrópioAcetilcisteínaAmbroxolParacetamolDipironaTramadolCodeínaMorfinaCiclobenzaprinaCarisoprodolBaclofenoEnoxaparinaHeparinaDabigatranaEdoxabanaTicagrelorPrasugrelLevotiroxinaPropiltiouracilMetimazolEstrogênioProgesteronaTestosteronaVitamina DVitamina B12Ácido FólicoFerroCálciteMagnésioZincoÔmega 3Timolol colírioLatanoprostaBrimonidinaIsotretinoínaFinasteridaMinoxidilAzatioprinaMicofenolatoCiclosporinaTacrolimoAciclovirValaciclovirOseltamivirFluconazolItraconazolTerbinafinaIvermectinaAlbendazolMebendazolNitazoxanidaSecnidazolTansulosinaDoxazosinaDutasteridaOxibutininaSolifenacinaAlopurinolColchicinaFebuxostatMelatoninaModafinilaNaltrexonaDissulfiramVareniclinaBuprenorfinaLidocaínaCetamina
Aviso. Ferramenta educacional, não substitui a avaliação de um médico. As classificações resumem a literatura científica e podem mudar. Nunca interrompa um medicamento por conta própria.


Como um remédio chega a machucar o ouvido

O ouvido interno é protegido por uma barreira natural e funciona com muita energia. Alguns remédios atravessam essa barreira e se acumulam na cóclea, a parte do ouvido que transforma som em sinal para o cérebro. Quando isso causa dano, o dano acontece de dois jeitos diferentes.

Um deles é permanente. Remédios como a cisplatina e a gentamicina geram um excesso de radicais livres dentro da cóclea. As células que captam o som, chamadas células ciliadas, morrem. O corpo humano não fabrica células novas no lugar dessas, então a perda que vem daí não volta.

O outro é passageiro. A aspirina em dose alta e alguns diuréticos apenas desligam a cóclea por um tempo, sem matar célula. Quando o remédio sai do corpo, a audição costuma voltar.


Por que a mesma dose ensurdece um e poupa outro

Você talvez já tenha visto isso acontecer. Uma pessoa toma antibiótico a vida inteira sem problema nenhum, e outra perde a audição com uma única dose. Boa parte da explicação está nos genes.

Existe uma variante genética, chamada m.1555A>G, no gene MT-RNR1, que deixa a pessoa muito mais vulnerável aos antibióticos do grupo dos aminoglicosídeos, como a gentamicina e a neomicina. Nessas pessoas, uma estrutura dentro da célula do ouvido se parece demais com uma bactéria. O antibiótico, feito para atacar a bactéria, acaba atacando por engano o próprio ouvido, e a surdez pode ser grave.

Se já houve caso de surdez causada por remédio na sua família, vale conversar com o médico sobre um teste genético antes de usar esse tipo de antibiótico.


O risco maior costuma estar na combinação

Muitas vezes o perigo não está em um remédio sozinho, e sim na mistura de dois. A combinação mais conhecida junta um antibiótico aminoglicosídeo com um diurético do tipo furosemida. O diurético abre a barreira que protege o ouvido, e o antibiótico entra em quantidade muito maior do que entraria sozinho. Sempre que possível, essa dupla é evitada.

Atenção com gotas de ouvido. Gotas que contêm neomicina ou gentamicina não devem ser usadas quando o tímpano está furado. Com o tímpano aberto, o remédio entra direto no ouvido interno, em concentração muito alta.


Como se proteger da ototoxicidade

Quando um desses remédios é necessário para tratar algo grave, como um câncer ou uma infecção séria, a resposta não é recusar o tratamento. É acompanhar a audição de perto.

O primeiro sinal de dano quase sempre aparece nos sons mais agudos, bem antes de a pessoa sentir dificuldade para entender a fala. A audiometria comum vai só até 8.000 Hz e costuma não detectar esse começo. O exame certo aqui é a audiometria de altas frequências, que testa até 16.000 ou 20.000 Hz.

Feito antes e durante o tratamento, esse exame mostra o dano enquanto ele ainda é silencioso. Isso dá ao médico a chance de ajustar a dose ou trocar o remédio antes que a audição da conversa seja afetada.

O zumbido também merece atenção. Muitas vezes ele é o primeiro aviso de que o ouvido está sofrendo. Se surgir um zumbido novo durante um tratamento, conte ao seu médico.


O que fazer

  • Use a busca no topo da página para checar cada remédio que você toma.
  • Se for começar um tratamento de alto risco, como cisplatina ou aminoglicosídeos, peça ao seu médico uma audiometria de altas frequências antes e durante o tratamento.
  • Fique atento a zumbido novo, sensação de ouvido cheio ou queda na audição. Se aparecerem, procure avaliação.

Se você toma um remédio de risco e quer avaliar sua audição com quem entende do assunto, a equipe da Clínica Sonora pode ajudar.

Agendar avaliação


Referências citadas

  1. Mechanisms of Ototoxicity | Perspectives on Hearing and Hearing Disorders: Research and Diagnostics – ASHA Journals, acessado em janeiro 17, 2026, https://pubs.asha.org/doi/10.1044/hhd9.1.2
  2. Ototoxicity: a high risk to auditory function that needs to be monitored in drug development, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.frontiersin.org/journals/molecular-neuroscience/articles/10.3389/fnmol.2024.1379743/full
  3. Clinical Pharmacogenetics Implementation Consortium Guideline for the Use of Aminoglycosides Based on MT-RNR1 Genotype – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8613315/
  4. Mechanisms Involved in Ototoxicity – PMC – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8259699/
  5. Mechanisms of Aminoglycoside- and Cisplatin-Induced Ototoxicity – ASHA Journals, acessado em janeiro 17, 2026, https://pubs.asha.org/doi/10.1044/2021_AJA-21-00006
  6. The Ototoxicity of Antimalarial Drugs—A State of the Art Review – Frontiers, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.frontiersin.org/journals/neurology/articles/10.3389/fneur.2021.661740/full
  7. Mechanisms Involved in Ototoxicity – Thieme E-Books & E-Journals -, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.thieme-connect.com/products/ejournals/abstract/10.1055/s-0031-1286616
  8. Medicações ototóxicas utilizadas no tratamento oncológico pediátrico: uma revisão sistemática – SciELO, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.scielo.br/j/acr/a/GV8dwMChDCMP4fKjtBHSyvr/?lang=pt
  9. Prevention and management of hearing loss in patients receiving ototoxic medications – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9706352/
  10. Pharmacogenetic screening of A1555G and C1494T mitochondrial mutations and the use of ototoxic drugs among Jordanians – European Review for Medical and Pharmacological Sciences, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.europeanreview.org/article/26787
  11. CPIC Guideline Update, acessado em janeiro 17, 2026, https://files.cpicpgx.org/data/guideline/publication/aminoglycosides/2021/34032273-supplement.pdf
  12. Best Practice Recommendations for MT-RNR1 Testing Pharmacogenetic Testing for Aminoglycosides Induced Ototoxicity Contents – North Thames Genomic Laboratory Hub, acessado em janeiro 17, 2026, https://norththamesgenomics.nhs.uk/wp-content/uploads/2024/05/NT-GMSA_Aminoglycosides-and-MT-RNR1_Best-Practice-Recommendations.pdf
  13. Implementing pharmacogenomic testing for aminoglycosides – NHS SPS, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.sps.nhs.uk/articles/implementing-pharmacogenomic-testing-for-aminoglycosides/
  14. Genes-Drugs – CPIC, acessado em janeiro 17, 2026, https://cpicpgx.org/genes-drugs/
  15. Annotation of CPNDS Guideline for cisplatin and TPMT – ClinPGx, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.clinpgx.org/guidelineAnnotation/PA166170751
  16. The Role of Inherited TPMT and COMT Genetic Variation in Cisplatin-induced Ototoxicity in Children with Cancer – PMC – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3883563/
  17. TPMT, COMT and ACYP2 genetic variants in paediatric cancer patients with cisplatin-induced ototoxicity – PMC – PubMed Central, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5432027/
  18. Replication of TPMT and ABCC3 Genetic Variants Highly Associated With Cisplatin-Induced Hearing Loss in Children – PMC – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4006820/
  19. The Role of Genetic and Non-Genetic Factors in the Occurrence of Cisplatin-Associated Ototoxicity – MDPI, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.mdpi.com/1422-0067/26/10/4787
  20. Common Variants in ACYP2 Influence Susceptibility to Cisplatin-induced Hearing Loss – PMC – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4358157/
  21. Further Investigation of the Role of ACYP2 and WFS1 Pharmacogenomic Variants in the Development of Cisplatin-Induced Ototoxicity in Testicular Cancer Patients – AACR Journals, acessado em janeiro 17, 2026, https://aacrjournals.org/clincancerres/article-pdf/doi/10.1158/1078-0432.CCR-17-2810/2156586/1078-0432_ccr-17-2810v2.pdf
  22. Further Investigation of the Role of ACYP2 and WFS1 Pharmacogenomic Variants in the Development of Cisplatin-Induced Ototoxicity in Testicular Cancer Patients – AACR Journals, acessado em janeiro 17, 2026, https://aacrjournals.org/clincancerres/article/24/8/1866/81240/Further-Investigation-of-the-Role-of-ACYP2-and
  23. Ototoxic effects of antineoplastic drugs: a systematic review – SciELO, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.scielo.br/j/bjorl/a/dB4B9fzhx5WxZTb7PWkJ3BC/?lang=pt
  24. Evidence summaries for discordant areas among the existing ototoxicity surveillance recommendations, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.ighg.org/wp-content/uploads/2019/08/Evidence-tables-ototoxicity-surveillance.pdf
  25. Evaluation of Audiometric Threshold Shift Criteria for Ototoxicity Monitoring – PMC – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5588921/
  26. Further Investigation of the Role of ACYP2 and WFS1 Pharmacogenomic Variants in the Development of Cisplatin-Induced Ototoxicity in Testicular Cancer Patients – PubMed, acessado em janeiro 17, 2026, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29358504/
  27. Recommendations for ototoxicity surveillance for childhood, adolescent, and young adult cancer survivors: a report from the International Late Effects of Childhood Cancer Guideline Harmonization Group in collaboration with the PanCare Consortium – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7549756/
  28. Ototoxicity: The Hidden Menace – PMC – PubMed Central, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3138949/
  29. Ototoxic effects of antineoplastic drugs: a systematic review, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.bjorl.org/en-ototoxic-effects-antineoplastic-drugs-systematic-articulo-S1808869421000537
  30. Drug-Induced Ototoxicity – Ear, Nose, and Throat Disorders – MSD Manuals, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.msdmanuals.com/professional/ear-nose-and-throat-disorders/inner-ear-disorders/drug-induced-ototoxicity
  31. Ototoxic Medicines – Long Island Audiology, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.longislandaudiology.com/your-hearing/ototoxic-medicines-list/
  32. List of Ototoxic Medications That May Cause Tinnitus or Hearing Loss, acessado em janeiro 17, 2026, https://soundrelief.com/blogs/list-of-ototoxic-medications
  33. Hearing loss during chemotherapy: prevalence, mechanisms, and protection – PMC, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11477841/
  34. Hearing loss after exposure to vincristine and platinum-based chemotherapy among childhood cancer survivors – medRxiv, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2023.03.02.23286688v1.full.pdf
  35. Full article: Ototoxicity in patients with invasive ductal breast cancer who were treated with docetaxel: report of two cases – Taylor & Francis Online, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15384047.2020.1831370
  36. Teprotumumab in the management of thyroid eye disease mechanistic insights and adverse reactions: a comprehensive review – Frontiers, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.frontiersin.org/journals/endocrinology/articles/10.3389/fendo.2025.1480195/full
  37. Teprotumumab for thyroid eye disease: A reality check, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.ccjm.org/content/92/11/702
  38. Otologic Symptoms in Patients Treated With Teprotumumab: A Multi-Institutional National Cohort Study – PubMed, acessado em janeiro 17, 2026, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40814274/
  39. Redefining Treatment Paradigms in Thyroid Eye Disease: Current and Future Therapeutic Strategies – MDPI, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.mdpi.com/2077-0383/14/15/5528
  40. Oral Corticosteroids for Teprotumumab-Related Hearing Loss: A Case Report – Karger Publishers, acessado em janeiro 17, 2026, https://karger.com/cop/article/14/1/134/836557/Oral-Corticosteroids-for-Teprotumumab-Related
  41. Teprotumumab-associated chronic hearing loss screening and proposed treatments, acessado em janeiro 17, 2026, https://casereports.bmj.com/content/15/4/e248335
  42. Ototoxicity in Immune Checkpoint Inhibitors Therapy – Polish Journal of Otolaryngology, acessado em janeiro 17, 2026, https://otolaryngologypl.com/article/544669/en
  43. Effects of Neoadjuvant Immunotherapy on Hearing in Patients With Head and Neck Squamous Cell Carcinoma – Jefferson Digital Commons, acessado em janeiro 17, 2026, https://jdc.jefferson.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1064&context=skmcstudentworks
  44. Immune-mediated ototoxicity associated with immune checkpoint inhibitors in patients with melanoma – PMC – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7745691/
  45. Ototoxicity in Immune Checkpoint Inhibitors Therapy – PubMed, acessado em janeiro 17, 2026, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38808639
  46. Immune checkpoint inhibitor-related hearing loss: a systematic review and analysis of individual patient data – PubMed, acessado em janeiro 17, 2026, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37819422/
  47. Ototoxicity and Nephrotoxicity With Elevated Serum Concentrations Following Vancomycin Overdose: A Retrospective Case Series – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6782114/
  48. Ototoxicity of Non-aminoglycoside Antibiotics – Frontiers, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.frontiersin.org/journals/neurology/articles/10.3389/fneur.2021.652674/full
  49. Long-term vancomycin use had low risk of ototoxicity – PMC, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6834250/
  50. Vancomycin Ototoxicity: a Reevaluation in an Era of Increasing Doses – ASM Journals, acessado em janeiro 17, 2026, https://journals.asm.org/doi/10.1128/aac.01088-08
  51. Long-term vancomycin use had low risk of ototoxicity | PLOS One, acessado em janeiro 17, 2026, https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0224561
  52. Drugs that can cause hearing loss or tinnitus, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.healthyhearing.com/report/51183-Medications-that-contribute-to-hearing-loss
  53. Ototoxic reactions of quinine in healthy persons and patients with Plasmodium falciparum infection – UvA-DARE (Digital Academic Repository), acessado em janeiro 17, 2026, https://pure.uva.nl/ws/files/3657314/2955_28256y.pdf
  54. The Ototoxicity of Chloroquine and Hydroxychloroquine: A Systematic Review – SciELO, acessado em janeiro 17, 2026, http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-48642022000100167&lng=en&nrm=iso
  55. Chloroquine and hydroxychloroquine ototoxicity; potential implications for SARS-CoV-2 treatment. A brief review of the literature – PubMed Central, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7342085/
  56. Listado de medicamentos potencialmente ototóxicos – Otoclinic – Centro auditivo en Ronda, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.otoclinic.es/blog/listado-de-medicamentos-potencialmente-ototoxicos/
  57. Ototoxicity and Medications That May Harm Your Hearing – Harbor Audiology, acessado em janeiro 17, 2026, https://harboraudiology.com/ototoxicity-and-medications-that-may-harm-your-hearing/
  58. Hearing Loss and Painkillers: Everything You Need to Know – Midwest Audiology Center, acessado em janeiro 17, 2026, https://midwestaudiology.net/hearing-loss-and-painkillers-everything-you-need-to-know/
  59. Effect of phosphodiesterase-5 inhibitor on hearing | The Journal of Laryngology & Otology, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.cambridge.org/core/journals/journal-of-laryngology-and-otology/article/effect-of-phosphodiesterase5-inhibitor-on-hearing/BC963321F1BFD9F8E33B5E4A74488BD2
  60. Ups and Downs of Viagra: Revisiting Ototoxicity in the Mouse Model | PLOS One, acessado em janeiro 17, 2026, https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0079226
  61. Phosphodiesterase Inhibitors – StatPearls – NCBI Bookshelf – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK559276/
  62. The 7 Medications That Are Known to Cause Hearing Loss – GoodRx, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.goodrx.com/drugs/side-effects/medications-cause-hearing-loss
  63. Review of Ototoxic Drugs Using Health Insurance Data: A Data?Driven Management System, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12022890/
  64. Association between Proton Pump Inhibitors and Hearing Impairment: A Nested Case-Control Study – PMC – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8929002/
  65. Proton pump inhibitors and risk of hearing loss; a systematic review – PubMed, acessado em janeiro 17, 2026, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40343450/
  66. Prospective Study of Gastroesophageal Reflux, Use of Proton Pump Inhibitors and H2-Receptor Antagonists, and Risk of Hearing Loss – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5161691/
  67. 8 Medications That Could Be Damaging Your Ears – AARP, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.aarp.org/health/conditions-treatments/medications-that-harm-hearing/
  68. Sensorineural hearing loss in a patient treated with sertraline: A case report – PMC, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11758976/
  69. SSRI and Tinnitus – American Academy of Audiology, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.audiology.org/ssri-and-tinnitus/
  70. The Effectiveness of Serotonin and Tricyclic Antidepressants in Tinnitus Management: A Rapid Review – NSUWorks, acessado em janeiro 17, 2026, https://nsuworks.nova.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=2394&context=ijahsp
  71. Ototoxic effects of antineoplastic drugs: a systematic review – PubMed, acessado em janeiro 17, 2026, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33757754/
  72. Clinical Practice Guidelines – American Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery (AAO-HNS), acessado em janeiro 17, 2026, https://www.entnet.org/quality-practice/quality-products/clinical-practice-guidelines/
  73. Applying U.S. national guidelines for ototoxicity monitoring in adult patients: Perspectives on patient populations, service gaps, barriers and solutions – PMC – NIH, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6450095/
  74. Ototoxicity Monitoring: Professional Hearing Center: Audiologists, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.professionalhearingkc.com/blog/ototoxicity-monitoring
  75. What’s New in Ototoxicity Management? | Perspectives of the ASHA Special Interest Groups, acessado em janeiro 17, 2026, https://pubs.asha.org/doi/10.1044/2023_PERSP-23-00153
  76. Ototoxicity: Early Detection and Monitoring | The ASHA Leader Archive, acessado em janeiro 17, 2026, https://leader.pubs.asha.org/doi/10.1044/leader.FTR1.10072005.1
  77. (PDF) Preliminary development of an ototoxicity grading system within a mobile app “Otocalc” for a resource limited setting to guide grading and management of drug-induced hearing loss for patients with Drug Resistant – Tuberculosis (Preprint) – ResearchGate, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.researchgate.net/publication/335261270_Preliminary_development_of_an_ototoxicity_grading_system_within_a_mobile_app_Otocalc_for_a_resource_limited_setting_to_guide_grading_and_management_of_drug-induced_hearing_loss_for_patients_with_Drug_
  78. An Ototoxicity Grading System Within a Mobile App (OtoCalc) for a Resource-Limited Setting to Guide Grading and Management of Drug-Induced Hearing Loss in Patients With Drug-Resistant Tuberculosis: Prospective, Cross-Sectional Case Series – PubMed, acessado em janeiro 17, 2026, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31934875/
  79. Clinical Trials, Ototoxicity Grading Scales,and the Audiologist’s Role in Therapeutic Decision Making – PMC – PubMed Central, acessado em janeiro 17, 2026, https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6260812/
  80. Brock ototoxicity grading scale | Download Table – ResearchGate, acessado em janeiro 17, 2026, https://www.researchgate.net/figure/Brock-ototoxicity-grading-scale_tbl2_51186232
  81. Ototoxic Drugs – The ENTCC, acessado em janeiro 17, 2026, https://theentcc.com/ototoxic-drugs/
Foto de Dr. Luciano Moreira
Dr. Luciano Moreira

CRM-RJ 52.65192-3 • RQE 9780 • Otorrinolaringologista

Médico otorrinolaringologista com atuação dedicada à cirurgia do ouvido, à otosclerose e ao implante coclear. Residência na UERJ e estágio em cirurgia do ouvido na Fundação Georges Portmann, em Bordeaux, na França. Atende em Copacabana pacientes de todas as regiões do Brasil.

Foto de Dr. Luciano Moreira
Dr. Luciano Moreira

CRM-RJ 52.65192-3 • RQE 9780 • Otorrinolaringologista

Médico otorrinolaringologista com atuação dedicada à cirurgia do ouvido, à otosclerose e ao implante coclear. Residência na UERJ e estágio em cirurgia do ouvido na Fundação Georges Portmann, em Bordeaux, na França. Atende em Copacabana pacientes de todas as regiões do Brasil.

6A8C3B25-C7F7-4F70-AEB0-1A4221AA36AB.jpeg-1014x1024

Dr. Luciano Moreira

CRM-RJ 52.65192-3 · RQE 9780

Médico otorrinolaringologista com atuação dedicada às cirurgias da audição. Formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora, é membro da Academia Brasileira e Americana de Otorrinolaringologia.

Médico da Equipe SONORA, com atuação dedicada à cirurgia do ouvido, à otosclerose e ao implante coclear. Atende em Copacabana, no Rio de Janeiro, pacientes de todas as regiões do Brasil

Academia Brasileira de ORL

Academia Americana de ORL

Cirurgia do ouvido

Cirurgião de Implante Coclear

Artigos relacionados

Quer conversar sobre o seu caso?

A equipe SONORA atende em Copacabana, no Rio de Janeiro, e recebe pacientes de todas as regiões do Brasil. Para quem mora em outra cidade, a triagem começa pelo WhatsApp.