Orientações aos nossos pacientes para atendimento de otorrinolaringologia por telemedicina.

No último dia 19 de março, o Conselho Federal de Medicina enviou um ofício ao ministro da Saúde, liberando o uso da telemedicina em caráter excepcional, enquanto durar o combate à epidemia pelo coronavírus, obedecendo alguns limites e recomendações.

Caso deseje ler mais sobre a minha visão do momento sobre a epidemia e orientações de como você deve se comportar nesse período, clique aqui.

O quadro clínico causado pelo coronavírus pode se confundir com doenças como as que vemos todos os dias no consultório, como rinites, faringites, sinusites gripes comuns e resfriados. Além disso, devido a enorme frequência de demanda de atendimentos urgências dentro da otorrinolaringologia, não podemos deixar nossos pacientes com outras queixas desassistidos nesse momento tão difícil para todos.

Pensando nisso, estruturei um novo fluxo de atendimentos, que permanecerá em vigor durante enquanto durar a epidemia.

FLUXO DE ATENDIMENTO

Triagem

Todos os contatos iniciais devem ser feitos diretamente com o médico através do número (21)995562727, preferencialmente por Whatsapp ou chamada de voz. Conforme avaliação preliminar, o atendimento poderá seguir um dos 3 destinos abaixo.

1) Otorrinolaringologia por Telemedicina

Atendimento por chamada de vídeo ou voz para pacientes que não apresentem quadro de emergência e que necessitam de orientações detalhadas sobre como cuidar das suas queixas durante o período da epidemia. Dependendo dos dados colhidos nesta avaliação, o paciente poderá ser orientado a permanecer em casa em isolamento com uso de medicações sintomáticas. Nos casos em que os dados colhidos não forem os suficientes para uma conduta médica segura, o paciente poderá ser orientado a comparecer a uma consulta presencial com o mesmo médico ou a se dirigir a uma unidade de emergência. A prescrição e emissão de atestados médicos por via remota também está prevista na portaria do Ministério da Saúde.

2) Consulta Presencial

Realizada em consultório, quando não houver sinais indicativos de emergência hospitalar e quando não for possível manter o isolamento apenas com a Teleorientação. As consultas presenciais estão sendo agendadas em horários espaçados, para que não haja a convivência com outros pacientes, e para que se permita a correta desinfecção de todas as superfícies e equipamentos entre as consultas. Médico e paciente devem fazer uso de óculos de proteção, máscara, e protetores de sapato e touca. Como medida de cautela, liberei temporariamente todos os demais colaboradores do consultório, incluindo as secretárias, para que não haja circulação de pessoas além do paciente e do médico.

3) Emergência Hospitalar

Quando os dados colhidos na triagem, na teleorientação ou na consulta presencial revelarem sinais de alerta, o paciente será encaminha a uma emergência em hospital.

Nossa cidade, nosso país e toda a humanidade vive uma guerra sanitária. Tenho certeza que vamos vencer, mas essa vitória depende do esforço da união e do comprometimento de todos.