Medo da cirurgia da otosclerose: o que você precisa saber

medo da cirurgia otosclerose

A otosclerose é sempre campeã de perguntas e dúvidas dos leitores e pacientes quando abro caixinha de perguntas no meu Instagram. Uma das perguntas que as pessoas mais fazem sobre a otosclerose tem a ver com o medo da cirurgia de estapedectomia.

Medo da cirurgia de otosclerose: como lidar?

 

Começo dizendo que você deve desconfiar de qualquer pessoa que lhe disser que o CERTO é operar a otosclerose ou que o CERTO é usar aparelho auditivo. Certo MESMO é analisar os prós e os contras de cada caminho, conhecer os seus riscos e sobretudo, CONFIAR no profissional de saúde que lhe atende. Se você não sente 100% de confiança, busque outro(a). No fim das contas, a única opção ruim é não fazer nada e ficar sofrendo com a perda auditiva.

Tenho MEDO de fazer a cirurgia da OTOSCLEROSE

O medo pode ser seu aliado se você usá-lo do jeito certo.

Medo bom é aquele que te faz se preparar para a ação, se informando, avaliando bem as vantagens e desvantagens de cada alternativa. Mas existe o medo ruim, que é aquele que te paralisa e te impede de seguir adiante em busca do que eleva suas experiências e enriquece a sua qualidade de vida.

Quais são os exames feitos para identificar a otosclerose?

Normalmente, a hipótese diagnóstica é levantada pela história (perda auditiva condutiva, progressia, após os 20-30 anos) e reforçado pela audiometria e impedanciometria.

Os exames de imagem ajudar a completar

Como saber se a otosclerose atingiu a cóclea?

A audiometria levanta a suspeita mostrando uma piora da audição testada pela via óssea.

Já a tomografia computadorizada é capaz de mostrar a mudança da densidade do osso coclear, confirmando a suspeita.

 

Quais as complicações da cirurgia da otosclerose?

Felizmente, as complicações da cirurgia de estapedectomia acontecem numa minoria dos pacientes operados.

As complicações da cirurgia da otosclerose podem ser as seguintes:

  1. Alterações no paladar (por dias ou semanas)
  2. Alterações do equilíbrio (também passageiras)
  3. Perda auditiva neurosensorial: essa é a mais temida, mas felizmente, bastante incomum quando a cirurgia é feita por um cirurgião experiente!

 

Fiz uma estapedectomia: como é o acompanhamento médico depois?

Depende da estrututura e da rotina do serviço de saúde onde a pessoa é acompanhada. No caso dos meus pacientes, peço que voltem para uma consulta e uma audiometria uma vez ao ano.

 

Após a cirurgia, a otosclerose pode voltar?

A otosclerose é uma doença óssea. Ela não vai embora com a estapedectomia.

O que a cirurgia faz é corrigir as consequências da doença – a perda da mobilidade do estribo – substituindo-o por uma prótese. Depois disso, a otosclerose não consegue paralisar a prótese. Entretanto, em algumas pessoas, a evolução da doença óssea pode alcançar a cóclea e trazer surdez neurosensorial.

 

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Assista a uma cirurgia endoscópica da otosclerose

 

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Dr. Luciano Moreira

Dr. Luciano Moreira – CRM-RJ 65192-3

Dedicado à divulgação das novidades da especialidade, especialmente no tratamento da surdez, implante coclear, cirurgia do nariz e otorrinolaringologia infantil.

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