Os RISCOS da Anestesia Geral em 2026 – Dr. Luciano Moreira – Otorrino – Rio de Janeiro

os riscos da anestesia geral
Neste artigo você vai aprender:

“Quais são os riscos da anestesia geral?”. Trata-se de uma pergunta de todo dia, no consultório, nas mensagens e e-mails recebidos. Abaixo seguem os esclarecimentos para as dúvidas mais frequentes, respondidas pelos médicos anestesiologistas Flávia Orgler e Marcelo Vellozo Barreira, experientes na aplicação da anestesia geral, em adultos e crianças, para cirurgias do ouvido, nariz e garganta.

O que é Anestesia Geral?

A anestesia geral é um estado reversível de inconsciência e relaxamento que possibilita o paciente ser operado de forma segura e completamente indolor, permitindo que o cirurgião realize seu trabalho com tranquilidade e eficiência.

Quanto tempo dura a anestesia geral?

A anestesia geral é administrada continuamente durante todo o procedimento cirúrgico. Assim, ela dura o tempo necessário para que o cirurgião realize seu trabalho completamente.

Quem pode aplicar a anestesia geral?

A anestesia geral deve ser realizada por médicos anestesiologistas, que cursam 6 anos de faculdade de medicina e 3 anos de residência médica em anestesiologia.

Eles não só aplicam a anestesia, mas também são responsáveis por cuidar do paciente durante todo o procedimento cirúrgico através da monitorização do ritmo cardíaco, da respiração, pressão arterial e temperatura, entre outros parâmetros.

De onde vem tanto medo da anestesia geral?

A anestesia geral é um procedimento temido por grande parte das pessoas. Isso se deve principalmente pelo medo do desconhecido e a divulgação alarmista de raros acidentes. Com o emprego de medicamentos, técnica e materiais adequados o anestesiologista reduz ao máximo os riscos da anestesia geral.

É possível acordar durante uma anestesia geral?

O risco de despertar durante a cirurgia é muito baixo (1 em cada 3.3oo cirurgias). Atualmente a maioria dos hospitais dispõe de um monitor (conhecido como BIS) que nos permite avaliar o nível de consciência durante todo o procedimento cirúrgico, reduzindo ainda mais o risco de despertar intra-operatório

Quais os riscos da anestesia geral?

Apesar de extremamente segura, a anestesia geral não está isenta de riscos ou complicações. A mortalidade relacionada a anestesia é rara e vem declinando significativamente nas últimas 5 décadas.

Os maiores riscos são os cardiovasculares e respiratórios. Sua incidência está diretamente relacionada ao estado de saúde prévio do paciente. Muitas dessas complicações podem ser previsíveis e prevenidas através da entrevista pré-anestésica. Nela podemos identificar os fatores de risco, otimizando o planejamento anestésico antes do procedimento cirúrgico.

A tosse é uma queixa comum entre os pacientes submetidos a anestesia geral, acometendo até 12,1% dos pacientes nas primeiras 24 horas.

Náuseas e vômitos podem ocorrer no pós-operatório, mas sua frequência diminuiu com o uso de medicamentos anestésicos mais modernos e o emprego de novas drogas anti-eméticas. Sua incidência é maior em pacientes com uma pré-disposição individual (histórico de náusea e vômitos intensos em pós operatórios anteriores), doença do labirinto e no sexo feminino. Também estão relacionados às medicações anestésicas utilizadas, bem como a duração e o tipo da cirurgia (laparoscópicas, de ouvido médio, abdominais e neurológicas estão entre as mais propensas).

Reações alérgicas são pouco frequentes, mas podem ocorrer. Porém reações alérgicas graves (anafilaxia, conhecido como “choque anafilático” ou “edema de glote”) são muito raras. A risco de anafilaxia em pacientes sob anestesia geral é de 1 para cada 10 ou 20 mil cirurgias. O conhecimento prévio, pelo anestesiologista, do histórico de alergia do paciente é extremamente importante na prevenção desses casos.

Como o paciente pode ajudar a diminuir os riscos da anestesia geral?

Durante a entrevista pré-anestésica é importante responder todas as perguntas de maneira completa e sincera. Não deixe de informar ao anestesiologista sobre problemas de saúde, uso de drogas e álcool. Enumere todos os remédios de uso regular e em especial aqueles que possam ter causado alguma alergia.

Cirurgias prévias, assim como possíveis reações à anestesias anteriores também devem ser relatadas.

Caso considere alguma informação importante que não tenha sido questionada, ela deve ser informada ao anestesiologista espontaneamente.

Para fumantes, o ideal é que se interrompa o cigarro pelo menos 2 semanas antes da cirurgia. Mas se não conseguir deve-se reduzir bastante (no máximo 1 a cada 4-5 horas).

Respeite rigorosamente o tempo de jejum, que é essencial para sua segurança (8 horas para sólidos, 6 horas para leite e 3 a 4 horas para líquidos claros). Essa recomendação visa evitar o risco de vômito com aspiração pulmonar durante a indução da anestesia geral.

Esclareça sempre TODAS as sua dúvidas com a sua equipe médica. A maioria das queixas e insatisfações no pós-operatório se deve à falta de comunicação.

Flávia Orgler – CRM  52.77877-0

Marcelo Vellozo Barreira – CRM  52.65598-8

 

Saiba mais sobre riscos:

Das cirurgias de amígdalas

Das cirurgias do nariz

Da cirurgia de implante coclear

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Pandit JJ, Cook TM, Jonker WR, et al. A national survey of anaesthetists (NAP5 Baseline) to esti- mate an annual incidence of accidental awareness during general anaesthesia in the UK. Anaesthesia 2013;68:343–53.
2. Bainbridge D, Martin J, Arango M, et al. Perioperative and anaesthetic-related mortality in developed and developing countries: a systematic review and meta-analysis. Lancet 2012;380:1075–81.
3. Harris M, Chung F. Complications of general anesthesia. Clin Plast Surg. 2013 Oct; 40(4):503-13.
4.Harper NJ, Dixon T, Dugue ? P, et al. Suspected anaphylactic reactions associated with anaesthesia. Anaesthesia 2009;64:199–211.

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Dr. Luciano Moreira

CRM-RJ 52.65192-3 • RQE 9780 • Otorrinolaringologista

Médico otorrinolaringologista com atuação dedicada à cirurgia do ouvido, à otosclerose e ao implante coclear. Residência na UERJ e estágio em cirurgia do ouvido na Fundação Georges Portmann, em Bordeaux, na França. Atende em Copacabana pacientes de todas as regiões do Brasil.

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Dr. Luciano Moreira

CRM-RJ 52.65192-3 · RQE 9780

Médico otorrinolaringologista com atuação dedicada às cirurgias da audição. Formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora, é membro da Academia Brasileira e Americana de Otorrinolaringologia.

Médico da Equipe SONORA, com atuação dedicada à cirurgia do ouvido, à otosclerose e ao implante coclear. Atende em Copacabana, no Rio de Janeiro, pacientes de todas as regiões do Brasil

Academia Brasileira de ORL

Academia Americana de ORL

Cirurgia do ouvido

Cirurgião de Implante Coclear

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