Os Tipos e os GRAUS de Surdez: Dr. Luciano Moreira OTORRINO

tipos e graus de surdez
Neste artigo você vai aprender:

Neste artigo, vamos entender melhor a respeito dos diferentes tipos e graus de surdez. É importante saber que nem todo tipo e grau de surdez é considerado deficiência auditiva pela lei brasileira. Neste post, você entende quem é considerado deficiente auditivo pela lei no Brasil. Para conversar com pessoas com surdez e ler depoimentos de quem usa aparelho auditivo, nossa dica é o Clube dos Surdos Que Ouvem.

Definindo “Surdez”

Audiometria com audição normal

Perda auditiva, deficiência auditiva ou surdez têm, do ponto de vista médico, o mesmo significado.

Os 3 termos são usados para as pessoas com diminuição dos limiares (limites) auditivos acima de níveis estabelecidos como normais.

Embora o conceito de normalidade sempre gere discussões, o estabelecimento de critérios diagnósticos é fundamental para guiar os tratamentos.

Assim, seguindo uma média da audição da população em geral, foram classificados como portadores de audição normal aqueles que possuem limiares auditivos abaixo de 20-25 decibéis (dB) em todas as frequências testadas, entre 250 e 8.000 hertz (audiometria ao lado). 

Na maior parte das vezes, considera-se 20dB como o o limite de normalidade para crianças e 25dB para adultos. Outras vezes precisamos testar os limiares até frequências mais altas.

Graus de Surdez

Audiometria com disacusia leve à profunda

Para fins de classificação, adotamos o sistema de graus para a perda auditiva.

A classificação mais simples e comumente usada, classifica a audição em 5 níveis:

  • Audição Normal: Limiares auditivos baixo de 25 dB
  • Perda Auditiva Leve: Limiares acima de 25 abaixo de 40dB
  • Perda Auditiva Moderada: Limiares acima de 40 abaixo de 70dB
  • Perda Auditiva Severa: Limiares acima de 70 abaixo de 90dB
  • Perda Auditiva Profunda: Limiares acima de 90dB

É importante dizer que basta que, embora a audiometria teste o limiar auditivo em diversas frequências (entre os agudos e os graves), basta que uma dessas frequências esteja alterada para que a pessoa seja classificada como portadora de uma perda auditiva.

Outra situação bastante comum é que algumas frequências testadas apresentem resultados normais, enquanto outras apresentem limiares auditivos considerados alterados em diferentes graus.

Nesses casos, quando a pessoa possui limiares auditivos em níveis diferentes da tabela ao lado, o profissional classifica a perda auditiva dizendo em qual nível ela começa e até onde ela vai.

Como exemplo, pode se dizer que uma dada pessoa tenha uma disacusia de leve à severa.

Tipos de Surdez

Enquanto os graus dividem as perdas auditivas segundo um critério quantitativo, a diferenciação dos tipos de surdez se refere à origem anatômica do problema auditivo.  Assim, seguindo os achados da audiometria, podemos classificar a disacusia como condutiva, sensorioneural ou mista.

A anatomia da orelha está representada na figura acima. Seguindo a divisão da orelha em externa, média e interna, podemos dizer que:

A surdez condutiva

Origina-se de problemas que ocorrem na orelha externa ou média.

A surdez sensorioneural

Origina-se de problemas causados na orelha interna

A surdez mista

É uma soma das duas anteriores.

Conclusão…

Concluindo, quando queremos falar sobre as características de uma perda auditiva, o correto é a classificarmos de acordo com seu tipo (condutiva, sensorioneural ou mista) e grau (leve, moderada, severa ou profunda). O uso de percentuais só é válido para medir acertos e erros em testes de fala, que chamamos de discriminação. Assim, é errado dizer “perdi 60 ou 70% da audição”.

Embora seja capaz de resultados extraordinários em crianças que nascem surdas e em adultos que perdem repentinamente a audição, o implante é realizado todos os casos de surdez severa ou profunda e somente uma avaliação rigorosa por uma equipe de médicos e fonoaudiólogos especializados pode estabelecer esta indicação.

 

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Dr. Luciano Moreira

CRM-RJ 52.65192-3 • RQE 9780 • Otorrinolaringologista

Médico otorrinolaringologista com atuação dedicada à cirurgia do ouvido, à otosclerose e ao implante coclear. Residência na UERJ e estágio em cirurgia do ouvido na Fundação Georges Portmann, em Bordeaux, na França. Atende em Copacabana pacientes de todas as regiões do Brasil.

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Dr. Luciano Moreira

CRM-RJ 52.65192-3 · RQE 9780

Médico otorrinolaringologista com atuação dedicada às cirurgias da audição. Formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora, é membro da Academia Brasileira e Americana de Otorrinolaringologia.

Médico da Equipe SONORA, com atuação dedicada à cirurgia do ouvido, à otosclerose e ao implante coclear. Atende em Copacabana, no Rio de Janeiro, pacientes de todas as regiões do Brasil

Academia Brasileira de ORL

Academia Americana de ORL

Cirurgia do ouvido

Cirurgião de Implante Coclear

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